Aiyê e Orun
Na cosmovisão iorubá, Aiyê é o mundo material, o mundo dos vivos; Orun é o plano espiritual, morada dos orixás e dos ancestrais. Não são opostos, e sim instâncias em trânsito permanente.
O par não descreve um céu e uma terra à maneira ocidental. Descreve uma circulação: existe passagem, existe mensageiro, existe obrigação recíproca. O que se faz de um lado responde do outro.
Para a curadoria, o par funciona como um método. Uma exposição também é um lugar de trânsito — entre a obra e quem olha, entre o objeto e a história que o produziu, entre o que está exposto e o que permanece invisível.
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